2006/06/13

A propósito do Plano Nacional de Leitura

É sempre bom relembrarmos a citação de Daniel Pennac

 «Excelentíssimas crianças,

Se eu fosse vocês, a primeira coisa que pediria à professora ao entrar em sala de aula, pela manhã, seria: "Professora, leia uma história para nós!" Não existe melhor maneira de começar um dia de trabalho! E no final do dia, quando a noite chega, meu pedido ao adulto mais próximo seria: "Por favor, conte uma história para mim!" Não existe melhor maneira para escorregar nos lençóis da noite! Mais tarde, quando vocês já forem grandes, lerão para outras crianças aquelas mesmas histórias. Desde que o mundo é mundo e que as crianças crescem, todas estas histórias escritas e lidas têm um nome muito bonito: literatura.»

A literatura infantil sempre me entusiasmou e agora que o Plano Nacional de Leitura quer promover hábitos de leitura, estou certa que as tecnologias poderão ser um recurso poderosíssimo a considerar. Cabe-nos a nós Educadores agirmos, pois a intervenção desde a primeira infância é um princípio fundamental para a criação de futuros leitores.

A questão não passará certamente em utilizar ou não as novas tecnologias na criação de obras para a infância, mas sobretudo, saber se essas tecnologias modificarão o paradigma do livro infantil, tal como ele é –remetendo para quem lê ou ouve ler, para o mundo da fantasia. Contudo, parece-me que, se uma obra for lida no computador ou noutro qualquer artefacto tecnológico e causar momentos prazerosos tal como nos livros, podemos concluir que afinal a magia se cumpre. Significa que, uma coisa não substitui a outra, mas sim, cada uma seduz na sua forma de expressar a arte. Pela experiência pessoal constacto diáriamente que, as crianças na idade pré-escolar, sentem-se muito atraídas pelo colorido, imagens e som, o que poderá constituir uma vantagem para a utilização das TIC na divulgação e promoção do livro e da leitura.

Sobre o Plano Nacional de Leitura, ver aqui.

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Mostra de Projectos Lúdico-Educativos

No âmbito dos Cursos de Mestrado e Especialização em Estudos da Criança Tecnologias da Informação e Comunicação, haverá no dia 16 de Junho, das 9 às 13h, uma mostra de projectos lúdico-educativos realizados durante este ano lectivo pelos alunos dos respectivos cursos.

Estou prestes a concluir a parte curricular deste Mestrado. Neste final, juntamente com os meus colegas de grupo (Helena e Pedro), vamos finalmente apresentar o nosso Projecto Multimédia Interactivo. 

Este projecto foi elaborado no âmbito da disciplina TIC na Criação de Objectos Lúdico-Educativos em colaboração com a disciplina de Opção de Expressões Digitais.

O propósito deste nosso trabalho consistiu em criar um produto multimédia interactivo “ Viagem pela arte”, conjugando-se no seu todo os vários formatos: texto, aúdio, vídeo e imagem. Foi nosso objectivo permitir a utilização dos recursos multimédia, tendo em conta os seus utilizadores, ou seja, crianças em idade Pré-escolar e Primeiro Ciclo.

Foi nossa preocupação criar um produto multimédia que possibilitasse veicular informação de forma criativa e adequada aos processos cognitivos dos usuários, potenciando deste modo uma maior interacção. Como é sabido, o uso adequado da multimédia permite uma melhor transferência de conhecimento e de informação aos utilizadores, na medida em que as interfaces podem potenciar uma melhor representação do mundo real.(...)

Mais informação aqui
 

 
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2006/06/05

Publicidade Interactiva

«A publicidade que fala consigo. Os novos suportes publicitários integram tecnologia inovadora para personalizar a mensagem à medida de cada consumidor. A empresa portuguesa YDreams lidera esta revolução de interactividade.»

In Exame Informatica.Ver mais aqui

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2006/05/26

Novos paradigmas: educação pré-escolar

 O desenvolvimento tecnológico que hoje assistimos proporcionou a quebra de barreiras, permitindo rapidamente o acesso ao conhecimento. Mas a informação não é necessariamente conhecimento e o aluno necessita da orientação do professor.
De facto, a introdução do computador no contexto educativo, nomeadamente fazendo parte dos curricula desde o ensino básico, não deve ser vista apenas como uma ferramenta audiovisual, mas que se torne um elemento activo nas salas, tirando o maior partido das suas potencialidades, pelo que, o educador necessita de adoptar um novo paradigma de aprendizagem.
Cabe ao educador repensar a educação, criar novas formas de ensinar e aprender, aperfeiçoar-se e habilitar-se ao uso destes instrumentos, inovar numa busca constante na selecção de conteúdos, de novos modelos e paradigmas, partindo da realidade vivencial das crianças. Neste pressuposto, o uso de meios informáticos aparece já contemplado, «a partir da educação Pré-escolar, pode ser desencadeadora de variadas situações de aprendizagem, permitindo a sensibilização a um outro código, o código informático, cada vez mais necessário» (Orientações Curriculares para a educação Pré-escolar, 1997:72).
Por isso a escola tem que reformular os seus processos de aprendizagem e também repensar um novo paradigma de escola, visto que a nova geração entra no sistema de ensino com muitas competências e familiaridades com o uso de artefactos tecnológicos. Jamais podemos ignorar que a tecnologia está hoje presente em toda a parte, «porque ela é um fenómeno que permanece e substancialmente se tem vindo a constituir no modo, no meio e no contexto da acção dos homens no mundo» (Ilharco, 2004:15). Neste sentido, não podemos usar de forma indevida esta ferramenta que se apresenta como um excelente parceiro de enriquecimento das práticas educativas, sendo perfeitamente possível o uso da web pelas crianças que frequentam o jardim-de-infância.

Todas estas mudanças profundas levam-nos a nós educadores a reenquadrar os conteúdos, as estratégias, as didácticas específicas, através dos processos de comunicação interactiva. Significa que este tipo de aprendizagens está fundamentado nos princípios da teoria construtivista, a qual, em termos muito genéricos, concebe o conhecimento como uma construção realizada pelo aluno em interacção com o meio. Esta teoria de aprendizagem difere do Behaviorismo e do Cognitivismo, uma vez que, para os construtivistas, não é o professor que ensina, mas sim o aluno que aprende. Apresenta, contudo, alguma relação com o Cognitivismo, na medida em que pressupõe a capacidade do aluno aprender através da sua própria construção mental de significados. São vários os teóricos associados a esta corrente: Piaget, Dewey, Bruner, Vygotsky, entre outros. Segundo esta corrente, o papel do professor passa de transmissor de conhecimentos para facilitador de aprendizagens, o que provoca profundas implicações em toda a planificação

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2006/05/23

Princípios didácticos do uso do computador

Por: Vera Lúcia Camara F. Zacharias é mestre em educação

• não ter como objetivo e ensino da computação pela computação.
• as estratégias de utilização devem ser definidas em função da proposta pedagógica da escola, em sintonia com o uso dado ao computador.
• ser compreendido pelos docentes como mais uma ferramenta para realizar e/ou complementar a construção de conceitos em quaisquer áreas de atividades, através de uma abordagem lúdica.
• permitir a livre exploração pela criança do computador, como ferramenta para resolver problemas ou realizar tarefas como desenhar, pintar, analisar, classificar, seriar, abstrair, estabelecer relações, escolher alternativas de ação etc.
• ter o projeto da Informática Educativa dirigido por um profissional que tenha não só o conhecimento da máquina e de seus programas, mas que saiba como o aluno constrói o seu conhecimento, as etapas do desenvolvimento infantil, para que se possa realizar escolhas dos softwares adequados.

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Softwares Educativos

Por: Vera Lúcia Camara F. Zacharias é mestre em educação

Construir situações de aprendizagem utilizando o computador exige que os softwares a serem trabalhados possuam características que propiciem atividades nas quais os alunos apliquem processos que sejam fundamentais para o desenvolvimento do conhecimento, ou seja, saber aprender a aprender.
Portanto, entre outras, devem possibilitar às crianças condições que lhes permitam:
• elaborar formas de representação em níveis diferenciados
• estabelecer relações entre suas ações e as conseqüências resultantes
• permitir antecipações de ações propiciar a análise dos resultados das ações praticadas
• desenvolver o planejamento seqüencial de ações • desenvolver ações coordenadas perceptivo- motoras vivenciadas primeiramente com o corpo, incrementando-as com experiências informáticas
• contribuir para o avanço da criança na construção de conceitos como: ordenação, seriação, classificação, quantificação, conservação, reversibilidade, espaço-tempo
• aguçar percepções e desenvolver a curiosidade
• desenvolver a atenção, a concentração e a memória
• aprender construindo habilidades através do entretenimento
• propiciar a interação do aluno com a máquina através da possibilidade de controlar eventos e perceber o que diferentes controles irão acarretar
• desenvolver estilo cognitivo pessoal
• atender necessidades de convivência em grupo
• fixar conceitos em seu próprio ritmo fixar conceitos corretos
• tratar o erro de forma construtiva

 

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2006/05/20

Projectos inovadores

Neste ano, em que se comemoram os 20 anos da entrada de Portugal e Espanha na Comunidade Europeia (antiga CEE), decidi fazer uma breve incursão no âmbito das TIC. Como noutras áreas, os espanhóis têm muitos e bons exemplos de sucesso na área das novas tecnologias. Apresento , em síntese, dois estudos de interesse.

Projecto "Pequetux"

 Projecto - "TRABAJANDO CON ATNAG"

 

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2006/05/18

Novo projecto editorial e redactorial na web

 

Aqui fica a novidade enviada pelo nosso director do curso Mestrado em TIC, doutor António Osório.

Novo projecto editorial e redactorial na web www.editonweb.com

Em desenvolvimento desde 2003, a Edit on Web – Edição Ciência e Cultura, Lda apresenta-se agora online com um projecto editorial e redactorial que promove, em larga escala, o trabalho do autor e o processo criativo inerente à escrita e ao desenvolvimento do conhecimento, relacionando-o com o universo da criação literária, da produção científica e da interacção com o leitor.

A actividade da Edit on Web consiste na criação de informação, publicação e divulgação de conhecimento nas áreas da Literatura lusófona, Língua portuguesa, Biotecnologia, Saúde, Ambiente, História, entre outras, para o público especialista e não-especialista.

Para isso, congrega três vectores de actuação: uma editora digital que aposta na criação de colecções de novos autores, de ensaios científicos e literários, assim como na publicação de artigos e teses; no desenvolvimento de unidades temáticas de partilha de conhecimento entre especialistas; e num jornal online focado na produção noticiosa integrada sobre ciência e cultura.

A Edit on Web aposta na colaboração entre entidades em ambiente de coopetition.

Este projecto visa ainda dar visibilidade sobre a informação e o conhecimento desenvolvido no universo de Leitores, Autores, Investigadores e Mercado Empresarial, de Portugal, Brasil e PALOP.

Sedeada no Porto, esta empresa é dirigida por Carlos Figueiredo, engenheiro de formação, que assegura que entre as vantagens deste novo projecto está a qualidade do acervo de informação que será disponibilizado em áreas fulcrais para o conhecimento, a multidisciplinaridade das temáticas e dos conteúdos, as ferramentas de interacção com os autores e leitores, e os novos produtos disponíveis (desde material informativo, até livros de novíssimos autores)”. 

Boa navegação!

 

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1º Encontro sobre e-Portefólio

Aprendizagem Formal e Informal / 1º Encontro sobre e-Portefólio
Universidade do Minho, Campus de Gualtar, CPII-B1

13 e 14 de Julho de 2006

O e-Portefólio, na Europa, surge como um instrumento de facilitação da mobilidade, da transparência e do reconhecimento das aprendizagens formais e informais realizadas ao longo da vida.
O que é um e-portefólio?… RESUMOS ATÉ 13 DE JUNHO! Info http://www.revista-til.net/afi
 

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2006/05/17

Plataforma Educativa

O projecto desenvolvido no Centro de Educación Infantil Corazón de Maria de Palencia, parece verdadeiramente revolucionário a vários níveis. Estamos, em primeiro plano, não perante uma experiência isolada no âmbito das TIC, mas diante de um projecto concebido unicamente para o uso destes alunos concretos. Logo, à partida, é muito diferente da maior parte dos projectos que temos aqui presente, porque há uma concepção específica de ferramentas (23 módulos para o desenho de jogos educativos) para os alunos deste colégio. Não se trata pois de adoptar programas informáticos que podem ser comprados em Espanha, no Japão ou em qualquer país do mundo. Aqui, optou-se por sistema operativo gratuito, para fazer face aos altos custos de hardware e software novos.   

Mais informação neste link.

 

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